Bagagem (parte 2)

Na verdade, além do conhecimento, também trouxe na bagagem umas garrafas de cerveja. Foram escondidas no meio de um monte de meia suja:
– Stone IPA
– Stone Cali-Belgique IPA
– Dogfishhead 90 minute IPA
– Stone Sublimely Self-Righteous Ale (Black IPA)
– Stone Double Bastard Ale
– Stone Old Guardian Barley Wine
– North Coast Old Rasputin Imperial Russian Stout

Como não sou nem um pouco egoísta marquei com o Reison e a Érica de degusta-las lá no Cervejário. Para a primeira sessão de degustação resolvemos experimentar somente as IPA.

Estavam presentes na degustação o Reison, Érica, Ricardo, Fernando, Alice (substituindo o Fábio Fialho que deu o cano) e eu.

Resolvemos começar pela Stone IPA com seus 6.9% ABV e 77 IBU e fomos logo de cara agraceados com seu aroma cítrico (puxando o maracujá) intenso e característico dos lúpulos americanos (Columbus, Chinook e Centennial, e dry hopping de Centennial, segundo o site da Stone Brewing). Com uma coloração bem pálida, mais para o amarelo do que para o cobre, transparência denotando a boa filtragem da cerveja e espuma intensa porém com baixa retenção. O sabor, assim como o aroma, chamou a atenção o cítrico acentuado, tanto que encobre muito bem o amargor dos 77 IBU.

Na sequência veio o erro, degustamos a 90 Minutes IPA. Com seus 9% ABV e 90 IBU ela deveria ter sedo a 3a cerveja da sequência, mas tudo bem. Sua coloração é mais próxima do cobre e com boa transparência. O aroma de lúpulo era pouco mais sutil do que da Stone IPA porém ainda com notas cítricas, nesta lembrando um pouco de arruda. No sabor o amargor era mais notável e o sabor do lúpulo mais sutil. O álcool também era mais aparente que na anterior. Claramente uma cerveja em que o equilíbrio é diferente da anterior dando menos enfase para o aroma e sabor do lúpulo.

A terceira a ser degustada foi a Cali-Belgique IPA. Sua história (do blog da Stone Brewing) é interessante. O que é contado é que pela necessidade de se preparar um starter de fermento belga para a fermentação da Stone 08.08.08 Vertical Epic Ale, o único mosto disponível com a coloração desejada era o da Stone IPA. Feito o starter o cervejeiro resolveu experimentar a cerveja que resultou dessa combinação pouco usual de IPA com fermento belga. O resultado ficou tão interessante que resolveram produzir a cerveja. Com os mesmos 6.9% ABV e 77 IBU que a Stone IPA o resultado é bastante diferente. Seja pelo fermento belga que confere excelente notas condimentadas seja pelos lúpulos um pouco diferentes (mesmos Columbus, Chinook e Centennial, porém com o dry hopping de Chinnok) o resultado é muito interessante. Coloração e aparência identica a Stone IPA. Aroma e sabor com notas cítricas porém condimentadas e puxando mais para a lima da pérsia do que o maracujá.

Por último fechamos com a Stone Sublimely Self-Righteous Ale, uma Black IPA bem interessante, principalmente para quem nunca havia experimentado este (sub)estilo. Com seus 8.7% ABV e 90 IBU ela chama atenção pela coloração muito próxima de uma Porter. O aroma é uma mistura do típico cítrico do lúpulo americano com notas de chocolate, caramelo e café dos maltes torrados. No sabor o amargo do lúpulo era 100% encoberto pelo torrados dos maltes, aparecendo de novo uma mistura interessante entre o cítrico e o torrado. Uma descrição simplista seria uma Porter carregada de lúpulos americanos cítricos. Mas essa descrição não consegue descrever a complexidade que este casamento cria.

Se até a 3a cerveja a discussão era grande sobre qual cerveja era a preferida, com alguns preferindo a 90 minute IPA e outros a Stone IPA, após a Sublimely Self-Righteous todos concordaram que foi a melhor cerveja da noite.

Próximo passo, degustar as 3 cervejas restantes, mas que devido a potência alcóolica (todas com mais de 10% ABV) e intensidade de sabores vão ser degustadas separadas (1 por dia).

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