Nova York sem repetir uma cerveja

No mês de março deste ano saí de férias do trabalho. Fomos passar uma semana em Nova York e por incrível que pareça consegui passar as duas semanas bebendo muito bem e sem repetir nem uma cerveja. Além disso pude constatar o quão adiantado esta o mercado cervejeiro americano se comparado ao Brasileiro. Quem acha que cerveja americana é tudo porcaria está redondamente enganado.

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Durante estes sete dias visitamos 3 bares que valem a pena ir. Cada um deles com mais de 40 torneiras de cerveja artesanal. O primeiro, e que apóia muito o movimento de craft brew e home brew é o Rattle’N’Hum (www.rattlenhumbarnyc.com) que fica no 14 east 33rd street. O bar é muito bom, tem um cardápio que muda bastante com mais de 50 chopes artesanais e cerca de 60 cervejas em garrafa para qualquer amante de cerveja se esbaldar. Alguns dias da semana tem música ao vivo, geralmente blues de boa qualidade. Eles sediam também alguns campeonatos de craft beer como o East vs. West IPA Challenge.

Outro bom bar é Ginger Man (www.gingerman-ny.com/) que fica na 11 east 36th street. A carta de cerveja não e tão extensa ou variada como o Rattle’N’Hum mas nem por isso tem poucas opções. Os garçons são muito bem treinados e conhecem todas as cervejas da casa. Inclusive quando minha esposa pediu uma Lambic a garçonete alertou que era uma cerveja muito ácida e que poucas pessoas gostavam. O bar é maior que o anterior mas fica em um setor mais comercial da cidade, ficando cheio de engravatados fazendo happy hour no final do dia. Não tem um clima tão descontraído e acho que nem música ao vivo.

A ultima indicação de bar é o Blind Tiger no SoHo (www.blindtigeralehouse.com/). Considerado um dos melhores bares para se beber cerveja pelo NYTimes ele atende as expectativas. Fica em um bairro mais descontraído e por isso é freqüentado por artistas, fotógrafos, profissionais liberais e afins. Fica na 281 Bleecker street. Tem, como esperavamos uma otima seleção de cervejas on tap e em garrafas.

Algo que não pode faltar em qualquer ida a NY é visitar a Brooklin Brewery, mas atenção, o único dia de visitas é sábado. Nós fomos 2af e demos com a cara na porta. Daí não adianta chorar. A cervejaria também tem seções de degustação nas 6af a tarde. É sempre bom olhar o site deles para confirmar.

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E por ultimo fomos a um festival de craft beer, o Get Real NY, com cerca de 80 barris de cerveja para degustar e 10 restaurantes servindo comidinhas para harmonizar. Além disso aconteciam em paralelo work shops e palestras sobre os mais diversos temas, home brew, harmonização, logística, negócios, etc.. Mas para saber as datas destes festivais precisa ficar de olho nos sites http://www.greatbrewers.com e http://www.getrealny.com.

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IPA #1

Aconteceu. Neste final de semana, com a ajuda do Reison e da Érica e o apoio da Renata (minha esposa), do Ernestinho e dos meus pais, brassei, ou melhor, brassamos a Rotenfuss Bier IPA #1. #1 pois é a primeira de várias que irei brassar até chegar em algo que me agrade.

Mosto fervendo

A receita foi a seguinte:

4,5 kg de Pale Ale
0,5 kg de Carared
1,0 kg de Carahell

Brassagem Rampas:
 58 C por 40min.
 68C por 20 min.
 78C por 2min (mash out)

Fervura durante 60 min.
Lúpulos:

35 gr. Galena a 60 min.
10 gr. Cascade 10 min. (ou amarillo)
20 gr. Cascade 0 min. (ou amarillo)

Fermento US 5 o u Notthingham

Fermentação por 7 dias a 21 C
Maturação por 10 dias 21 C

Dry Hopping com 30 gr. Cascade nos últimos 3 dias da maturação usando um grain bag para o sólido do lúpulo não misturar na cerveja.
Primming usando 7 gr. por litro durante 6 dias

Eu, Ernestinho e Reison

Acabei precisando emprestar as panelas e o densímetro do Reison porque não consegui juntar todo o equipamento a tempo. Mas no final deu tudo “certo”. A única coisa que me deixou meio desanimado é que a eficiência da extração do malte deu menor que 60%. O culpado foi a moagem mal feita do malte, primeiro ponto a ser melhorado para a próxima brassagem.

Me preparando para a 1a brassagem

Sou cervejeiro desde criancinha. Não faço cerveja desde pequeno mas aprecio uma boa cerveja acho que desde os meus 15 anos. Sempre gostei de beber e degustar boas cervejas. Com 18 anos quando morei na Alemanha me deliciava com Hefe Weissens, Berliner Weissens e etc. Nas breves passadas pela Bélgica em 1997 com meus pais e em 2005 para visitar uns amigos que moravam em Leuven passava mal com os cardápios super diversos de cerveja.

A cerca de um ano já estava ficando cansado de beber sempre a mesma coisa independente do rótulo estampado na garrafa e comecei, junto com minha esposa, a procurar alternativas. As cervejas artesanais brasileiras, Eisenbahn, Baden Baden, Colorado, Bamberg vieram com a alternativa. Finalmente trazendo diversidade e opção de escolha. No final do ano passado conhecemos o Cervejário em Sorocaba e pudemos finalmente saciar a sede por boas cervejas importadas e conhecer muita coisa nova e interessante.

Agora vem a próxima fase. Fazer a minha própria cerveja.

Estou me preparando a um bom tempo para a primeira brassagem. Fui atrás de literatura e já devorei metade do How to Brew do John Palmer. Pesquisei apostilas e mais material na internet. Acompanhei uma brassagem dos amigos Reisson e Érica do Cervejário. E vamos pra primeira ver no que vai dar.

O estilo escolhido foi uma IPA já que estou em uma fase que o quanto maior o IBU melhor.

O equipamento está sendo montado ainda. Por isso não tenho certeza se a brassagem sai neste domingo ou não. As panelas estão sendo montadas pelo pai do Giovanni, um amigo do trabalho. Parte do equipamento trouxe na mala da viagem de férias para os Estados Unidos. E os insumos já foram encomendados com o Reisson.

Agora é preparar o braço para moer o malte no sábado.