Top ten e o Dia da Cerveja Brasileira

Em virtude das comemorações do Dia da Cerveja Brasileira no dia 05 de Maio resolvi listar as minhas 10 cervejas nacionais preferidas. Sei que quase nunca posto nada sobre degustação por isso aqui vai.

Mas não espere notas de degustação, explicação sobre as cervejas e nada do tipo. A lista é minha e eu faço o que quiser com ela.

As cervejas não estão por ordem de preferência. Eu geralmente prefiro a que tenho na geladeira.

Seasons Green Cow
Baden Baden Stout
Wals Trippel
Wals Petroleum
Bamberg Helles
Bamberg München
Bamberg St. Michael
Bodebrown Wee Heavy
Eisenbahn Pale Ale
Eisenbahn Weinachts Ale

Para acessar os locais que estão apoiando o Dia da Cerveja Brasileira acesse a fan page no Facebook.com

https://www.facebook.com/diadacervejabrasileira

Anúncios

7o Concurso Nacional das Acervas

Como a maioria já sabe no próximo feriado de corpus christi (7, 8 e 9 de junho) acontecerá em Piracicaba-SP o 7o Concurso Nacional das Acervas. Junto com o concurso acontecerão palestras e festivais de cerveja caseira e artesanal.

Eu me inscrevi no concurso em 4 dos 5 estilos com as cervejas abaixo:
– American IPA
– Dr. Piló Russian Imperial Stout
– I.R.A. Irish Red Ale
– Maracugina – Witbier com maracujá

(Nos posts antigos do blog estão disponibilizadas as receitas, fotos e impressões das primeiras degustações)

No sábado passado fui tenso até Piracicaba, na Dama cervejaria, entregar as minhas amostras que irão participar do concurso. Levei tambem a RIS e APIA do Edson Piovanni e do Marcelo Américo de Boituva-SP. Aproveitei a visita a Dama para comprar um kit com as cervejas deles, já que não conhecia a cervejaria.

Agora é conter a ansiedade e aguardar mais uma semana e meia para o resultado do concurso. Espero ter pelo menos uma cerveja entre os top 10, mas no final o mais importante vai ser receber o retorno dos juízes sobre as minhas cervejas.

Aos colegas cervejeiros que forem ao concurso, se esbarrarem por mim parem para dar um alô. Vai ser bom conhecer todo mundo do meio.

Depois do concurso eu conto como as cervejas foram avaliadas e como foi todo o evento.

Maturação vs. Sedimentação/Clarificação

Muitos cervejeiros iniciantes, assim como eu quando comecei a fazer cerveja um ano atrás, confundem maturação com sedimentação/clarificação da cerveja.

Maturação, ou fermentação secundária, é a fase na qual o fermento finaliza o processo de fermentação e retira/remove alguns compostos produzidos durante a fermentação. Compostos como diacetyl, compostos sulfurosos, acetaldeído, etc.

Todos esses compostos são produzidos naturalmente durante a fermentação como expliquei no post sobre acetaldeído. Quando o fermento termina de converter todos os açucares fermentáveis em etanol e CO2 ele passa a consumir esses compostos.

Como comentei no post sobre controle de temperatura para que o fermento possa fazer o trabalho dele durante a maturação, a temperatura precisa ser a mesma (ou um pouco mais alta) dque foi usada na fermentação.

O que eu tenho feito nas minhas 5 brassagens foi que deixo os primeiro 3 ou 4 dias na temperatura que produza a quantidade de esteres que eu desejo para o estilo (16-20oC para ales) e subo a temperatura para a maturação (22-24oC para ales) e deixo assim por mais 7 dias.

A sedimentação/clarificação da cerveja tem por objetivo acelerar o processo de sedimentação do fermento, trub e outros sólidos que possam estar presentes na cerveja. Com a sedimentação a cerveja clarifica e fica menos turva. Para isso esta fase precisa ser feita próximo de 0-1oC. Alguns autores recomendam que a temperatura seja abaixada em 1oC por dia para não estressar o fermento. isso é importante principalmente se pretende reaproveitar o fermento. O mínimo recomendado para a sedimentação/clarificação é de no mínimo 1 semana mas pode ser extendido indefinidamente sem prejuízo para a cerveja.

Ou seja, como diria um conhecido, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

American IPA

Aroma marcante de lúpulo cítrico e herbal, com toque de lima da pérsia.
Aparência acobreada com espuma branca, espessa e com boa retenção.
Sabor bem equilibrado entre malte, amargor de lúpulo e cítrico de lúpulo.
Sensação na boa de corpo médio e com pouca carbonatação (muito cedo no processo de carbonatação).

Agora o difícil vai ser ficar sem beber dela até o dia 9 de junho, pois dos 26l produzidos, 19l serão levados para o festival que acontecerá junto com o concurso nacional, 6l serão engarrafados para entregar para o julgamento no concurso.

Maracugina pronta para o Nacional

Maracugina 2.0

Maracugina pronta para o 7o Concurso Nacional de Cerveja Caseira.

Coloração amarela, levemente turva, com espuma de boa formação, branca e média persistência.
Aroma presente de maracujá com leve toque de laranja.
Sabor leve de maracujá, levemente ácido, corpo médio a baixo, carbonatação média, baixo amargor.
Impressão geral de cerveja leve, refrescante, cítrica, fácil de beber.

Witbier

Witbier

Ontem coloquei os 18l da Witbier no post mix para carbonatar.
Lembrando que essa witbier é a mesma base usada para fazer a Maracugina 2.0 só que sem a adição de maracujá na maturação.

Experimentei um pouco ainda sem a carbonatação completa ams já posso dizer que ficou um cerveja leve, com corpo médio e leve aroma de laranja.

Agora vamos ver como isso muda depois de dissolver o CO2 nela nos próximos 3 dias.

Witbier e American IPA

Afinal o que tem a ver Witbier com American IPA? Quase nada. Talvez o gosto e aroma cítricos e o fato de ambas terem sido feitas no mês de abril para o 7o Concurso Nacional de Cerveja Caseira. Mês puxado esse de abril.

A primeira que foi feita foi a Witbier no dia 22/04/2012. Segui a mesma receita básica que já havia usado no ano passado para fazer a Maracugina Witbier. Só substituí os lúpulos Magnum e Cascade pelos Galena e Amarilo para amargor e aroma respectivamente. No final consegui 35l com OG de 1055g/l que foi fermentado com o fermento líquido WLP400 Belgian Wit Ale Yeast.

Por ter usado 1 vial de fermento com baixa viabilidade (trouxe na mala em outubro de 2011 dos EUA) e ter 35l de cerveja precisei propagar o fermento. Para isso fiz adições separadas de mosto ao erlenmeyer. Coloquei 2l de mosto com 1040g/l a cada 3 dias totalizando 6l de starter. No final deixei o fermento decantar por 2 dias para remover o sobrenadante e adicionar somente o fermento.

Seguindo os comentários do site da White Labs fiz a fermentação a 20oC nos primeiros 3 dias e depois subi para 24oC nos demais. Agitei o fermentador no 7o, 8o e 9o dias para guarantir uma atenuação total. No final cheguei a um FG de 1008g/l.

No dia 1o de maio transferi a cerveja para dois fermentadores de 20l. Em um deles coloquei polpa de maracujá pasteurizada e deixei ambos em temperatura ambiente. O plano é engarrafar no dia 12 com priming em algumas garrafas e colocar o resto no post mix. Não vou condicionar a frio pois esta é uma cerveja naturalmente turva onde o gosto e aroma do fermento são partes importantes dela, portanto não é tão importante assim decanta-lo o máximo possível.

Aproveitei os 250ml que retirei para medir a densidade final e experimentei para ver como a cerveja estava. E estava muito boa, levemente cítrica, refrescante e com corpo leve (mesmo sem carbonatação e quente).

No dia 1o de maio também fiz a brassagem da American IPA. A receita foi bem diferente das feitas anteriormente devido a disponibilidade dos maltes e lúpulos.

6kg Pale Ale
2kg Munich light
2kg Cara 20
50g Galena a 60 minutos
70g Centennial a 0 minutos
60g Centennial dry hopping
60g Columbus dry hopping

Infusão a 68oC por 1 hora mais mash out a 78oC por 10 minutos
OG 1076g/l para 26l, 60IBU
Fermentado com 2 sachês de US05 a 18oC por 7 dias e 22oC por 5 dias com dry hopping.

Próximos passos são abaixar a temperatura para 0oC por 7 dias, adicionar a gelatina e condicionar no post mix.