Foi para o ralo

Acontece com todo cervejeiro. Aliás, só existem dois tipos de cervejeiros, aquele que já mandou uma leva inteira para o ralo e o que ainda vai fazer isso.

Aconteceu comigo.

Mas sem dramas. Cerveja é igual relacionamento. Se não dá certo termina e parte para a próxima.

Brassei uma Rauchbier (receita feita a 6 mãos) no mês de fevereiro.
A fermentação começou bem lenta com um fermento líquido (que parecia meio velho, cansado e mal propagado).
Três dias e nada do air lock dar sinal de vida.
Adicionei 2 pacotes de fermento seco S-23 (velhos).
Mais dois dias e nada. Somente no sexto dia depois da brassagem começou a atividade no air lock e a densidade começou a baixar.
Uma semana depois da primeira bolha do air lock subi a temperatura para 20oC para tentar limpar a cerveja. Ficou assim mais 6 dias pois a densidade ainda estava muito alta.
Enchi o saco.
Abaixei a temperatura para 4oC e deixei por uma semana. Baixei de novo para 0oC e deixei por mais 2 semanas.

Sábado passado resolvi colocar a cerveja no post mix e não foi que abri o fermentador e tinha uma gigantesca pedra de gelo defumada lá dentro.
Mais 3 dias para descongelar tudo e ontem fui finalmente coloca-la no post mix.
Tirei uma amostra pela torneira do fermentador e saiu um lodo com um gosto levemente ácido. Pelo congelamento o fermento não deve ter decantado todo.
Abri a tampa do fermentador e parecia que alguém havia peidado lá dentro de sacanagem. Muito cheiro de enxofre. Sem salvação.

Foi para o ralo.

Depois disso tudo passei a admirar ainda mais aqueles cervejeiros que fazem cervejas lager boas.

2 Responses to Foi para o ralo

  1. Lager é uma questão de controle de temperatura mesmo. Quando o fermento não colabora, é pior ainda. Acho que um problema foi o tempo que ficou fermentando, com o descanso do diacetil (sua subida a 20 graus), sendo feita tarde demais.
    Não desanima! E na dúvida, joga um Saaz! =p

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