Post Christmas Brewing Day

Em alguns países o dia 26 de dezembro é chamado de Boxing Day (não faço a mínima ideia por que)

Aqui em casa estou instituindo uma nova tradição na dia 27 de dezembro. O Post Christmas Brewing Day.

Depois conto o que está saindo. 

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Billie’s

Depois de me ver claramente decepcionado por não poder ir a Berlin no evento da Stone Brewing em conjunto com a Bodebrown no final de Novembro, a Renata resolveu procurar algum outro evento cervejeiro próximo a Colônia que pudessemos ir para ver se eu ficava um pouco menos decepcionado.

Ela acabou descobrindo que no mês de dezembro iria acontecer em Antuérpia o primeiro Billie’s Craft Beer Fest organizado pelos donos do Billie’s Cafe. Como Antuérpia fica a 2h de carro de Colônia, resolvemos ir (que já tinha uma lista gigantesca de cervejarias participantes).

O festival aconteceu em dois dias, sábado e domingo (nós fomos somente no sábado) e teve um formato bem interessante. O ingresso dava direito a entrada, o copo de degustação, degustação livre/inclusa e água. Cada cervejaria presente serviu 4 cervejas diferentes em cada dia. O copo do festival era uma pequena taça fazendo com que as porções servidas fossem também pequenas, no entanto isso fez com que tivéssemos uma oportunidade boa de experimentar uma grande quantidade de cervejas.  Além disso haviam 3 food trucks presentes vendendo comida (inclusive opção vegetariana) durante todo o evento.

Das cervejarias e cervejas que experimentamos algumas se destacaram, na minha opinião, como:

  • Põhjala – Cowboy Breakfast  (Imperial Stout)
  • Brussels Beer Project – Night Drift (Imperial Stout) / Charlotte Shake (NE IPA)
  • Founder’s – Lizard of Koz (American Imperial Stout) – KBS (Imperial Stout)
  • WarPigs – YouReallyFuckedMeUp & ImReallyFuckingFurious (Imperial Stout) / Double Mad Hands (Pale Ale)
  • Perennial – Savant Beersel (American Wild Ale)
  • Laugar – Punkarra (NE IPA)
  • Mean Sardine – Ginja Ninja (Imperial Stout)
  • To Ol – David (Stout)

Resumindo foi um evento muito bom e que deve entrar na agenda de eventos cervejeiros recomendados no final do ano.

 

To my non-Portuguese speaking friends

I know some of my non-Portuguese speaking friends may be curious about some of the BS I write here in this blog. And just to be clear, I’m too lazy to write each posting in both Portuguese and English.

But, you know, computers (with some help from the internet) have these magical powers of being able to automate some routine tasks.

So I just added a Google Translate widget/link to the side bar. Feel free to use it on every post/page and Google will handle the translation to your preferred language. Just a warning, if sometimes the text sound like it wasn’t written by someone older than a 7 year old kid it’s Google’s fault 🙂

Happy reading. And feel free to comment in whatever language you like (I’ll Google translate it back to Portuguese).

Acho que tá dando certo…

Os últimos meses tem sido bem interessantes tentando ao máximo resolver meus problemas de processo e finalmente tendo resultados bons nas cervejas que faço por aqui.

Como tinha falado, parti logo para a compra de um frigobar e um termostato para poder controlar melhor a fermentação, já que aparentemente o problema de sanitização estava resolvido.

O frigobar comprei usado no eBay Kleinanzeigen que é um site de venda p2p direta, sem leilão. Acabei achando um AEG usadinho por 50EU onde a única coisa que não funciona direito é a lampada.

O termostato comprei no Amazon. Escolhi o modelo Inkbird ITC-308EU por ser um termostato pronto sem necessidade de montar mais nada nele, somente plugar na tomada e configurar a temperatura.

De lá para cá foram feitas 3 cervejas.

America IPA – ainda não ficou um resultado bom. Culpa do setup do termostato pois deixei a histerese deste muito alta e mesmo definido o set point da temperatura para 17oC essa chegou até 19oC durante os primeiros dias de fermentação. E um pouco de contaminação na torneira de um dos baldes utilizados na fermentação e trasfega.

Imperial Stout – sem usar uma receita específica eu simplesmente usei todos os maltes que tinha em casa, incluindo um pouco de Carafa II. OG de 1115g/L foi o meu mais alto até hoje. A fermentação foi bem melhor controlada com a histerese do termostato setada para 0.5oC. No entanto a atenuação foi baixa deixando-a somente com 9% ABV e um final adocicado. Culpa do fermento American Ale que não deu conta de fermentar tudo. Outro problema foi que as cervejas não carbonataram nas garrafas mesmo usando Carbonator Drops (2 por garrafa de 500ml).

Pumpkin Ale – aqui seguimos (sim, quem fez a cerveja foi minha esposa, eu só ajudei) a receita da Linus and The Great Pumpkin Ale. Nessa o resultado ficou quase bom. Por ter feito metade do meu volume habitual o uso das especiarias se tornou mais delicado o que deixou o aroma e gosto de cravo e da canela muito acentuado. Mas neste caso a carbonatação foi melhor que na Imperial Stout, mas ainda abaixo do desejado.

Tanto a Imperial Stout como a Pumpkin eu levei no encontro mensal de cervejeiros caseiros de Colônia. A Pumpkin foi percebida como uma típica Pumpkin Ale americana mas para paladares alemães muito intensa nos condimentos. A Imperial Stout foi bastante elogiada apesar da baixa carbonatação.

 

 

A proxima receita será uma Belgian Tripel a ser produzida no final deste ano.