Concurso Nacional 2013

Já foram divulgados os estilos do Concurso Nacional de cerveja caseira de 2013.

São eles:
1 – 10B American Amber Ale
2 – 12B Robust Porter
3 – 16C Saison
4 – 3A Vienna Lager
5 – Estilo Livre

Ainda não foi esclarecido se no Estilo Livre será obrigatório o uso de algum ingrediente brasileiro como foi este ano.

No site do Homini Lúpulo tem um breve descritivo de cada estilo.

No site do Goronah também tem um descritivo dos estilos.

Ainda não decidi em quais estilos vou me inscrever. No momento penso em me inscrever no American Amber Ale, Robust Porter e Livre somente.

Advertisements

“A very well-brewed beer”.

O que posso dizer? Estou muito feliz com as cervejinhas que fiz para o concurso nacional. As fichas de avaliação chegaram ontem em casa e passei a noite toda admirando-as.

Primeiro ponto: PARABÉNS E OBRIGADO A ORGANIZAÇÃO E AOS JUÍZES. As fichas foram muito bem preenchidas e serão de grande valia para o meu aprendizado cervejeiro. As avaliações foram muito consistentes e bem detalhadas.

Somente uma cerveja que enviei, a I.R.A. (Irish Red Ale) apresentou defeito, mercaptano, as demais estavam sem defeitos mas um pouco fora dos estilos propostos. Segue um resumo das avaliações.

I.R.A. (Irish Red Ale) – 22,5/50 pontos. Muito escura. Pouco caramelo, pouca carbonatação. Presença de mercaptano. Leve torrado com final seco.
Meus comentários: Sabia que era a minha cerveja mais fraca. Já tinha pegado um aroma estranho que achava ser dos maltes torrados mas no final era o mercaptano. Propositalmente fiz com pouco caramelo para reproduzir a Murphy’s e Kilkeny’s Irish Red. No final os juízes buscavm um pouco mais de caramelo do que eu imaginei.

Dr. Piló (Russian Imperial Stout) – 27/50 pontos. Sem defeitos, bom equilíbrio. Leve torrado, corpo médio. Boa carbonatação e formação de espuma. Faltou intensidade aos sabores e aromas e faltou complexidade para o estilo.
Meus comentários: Desde o momento que a fiz sabia que era uma cerveja nos limites inferiores do estilo e que isso poderia compromete-la. Mas sempre acreditei no equilíbro dos aromas e sabores como sendo seu ponto forte. Quando for refaze-la vou aumentar a intensidade dos maltes base, de corpo e torrados.

AIPA (American IPA) – 31/50 pontos. Pouca presença de lúpulo tanto no aroma como no sabor. Pouca carbonatação. Muito escura e muito maltado para o estilo. Aroma de uvas.
Meus comentários: De todas as cervejas foi a que mais teve diferença entre as engarrafadas e a condicionada no post mix. Nas engarrafadas a pouca carbonatação fez o maltado aparecer mais comprometendo a percepção do lúpulo. No post mix com a carbonatação adequada o lúpulo era a estrela. De qualquer forma ainda não estou contente com a minha receita de American IPA. Quando for fazer este estilo de novo vou reduzir a temperatura de mostura e os maltes cristal e vou aumentar o lúpulo de aroma e sabor. No dry hopping acho que cheguei no ponto certo.

Maracugina (Estilo livre) – 35/50 pontos. Bom equilíbrio para alguns juízes, com maracujá muito evidente para outros, wit base quase não aparece. Wit base bem feita mas com muito coentro para alguns juízes. Sem defeitos. Leve adstringência.
Meus comentários: Na verdada a maracugina sempre foi um suco de maracujá com cerveja e não uma cerveja com maracujá. Acredito que para competições o ideal seja reduzir a adição de fruta para que ela seja coadjuvante a cerveja. Para o consumo geral vou continuar a faze-la exatamente do mesmo jeito hehehehehe.

Tanto a I.R.A. como a IPA tiveram boas notas de aparência por estarem cristalinas. A gelatina valeu a pena.

Mas o que me deixou MUITO feliz foi ler que a Maracugina foi avaliada por ninguém menos que O JOHN PALMER, o papa, o cara. E que na ficha de avaliação dele, apesar do maracujá sobrepor o estilo base (wit) ele considerou a minha cervejinha “a very well-brewed beer”.

Outras figuras do meio cervejeiro que avaliaram minhas cervejas foram o Ronaldo Rossi da Cervejoteca (Maracugina), Paulo Patrus da Grimor (Dr. Piló) e Marco Falcone da Falke Bier (AIPA).

Cobertura do concurso – Fuggles Beerblog.com.br

Para aqueles que não viram ainda, o Fuggles (beerblog.com.br) fez uma cobertura grande do que aconteceu no 7o concurso nacional das Acervas.

Tem entrevistas com os campeões das 5 categorias.
Doppelbock e Best of Show – Nunes&Levy
Irish Red Ale – Éverton Estracanholli
Russian Imperial Stout – Sérgio Buzzi
American IPA – Gárgula (Bruno Faria Lopes, Luiz Giglio e Marcelo Sczepanik)
Estilo Livre – Anuar Tarabai

Além das entrevistas o HopCast! 2.0 foi inteiro dedicado ao concurso e logo logo teremos o HopCast! 2.5 com um convidado especial para fechar a cobertura.
 

Finalistas do 7o Concurso Nacional

Saiu a lista de todos os finalistas nas 5 categorias do 7o concurso nacional das Acervas.

Não emplaquei nenhuma das minhas cervejas nas finais. Não tem problema. Agora é esperar as fichas de avaliação e enfiar a cara nos livros e nas panelas.

Finalistas do VII Concurso Nacional das Acervas

Resumo do 7o Concurso Nacional das Acervas

Já falei bastante sobre o que aconteceu neste 7o Concurso portanto resolvi escrever um pouco sobre as palestras e cervejas que gostei.

Como já falei na 5a feira as palestras não me interessaram muito no entanto na 6a feira pude aproveitar bastante.

Começou o dia com uma palestra sobre fermentação, dada pelo PhD. Marcelo Cerdan da Fermentis. Ele ressaltou como as nano cervejarias podem agregar valor aos seus produtos através de cervejas diferenciadas (que não estejam diretamente classificadas em algum estilo do BJCP) e/ou de high gravity (alta densidade e alto teor alcóolico). Além disso reforçou a necessidade do manejo correto da fermentação em cervejas high gravity para o maior atenuação e como o uso de nutrientes (nitrogenados) podem auxiliar neste processo.

Na sequência tivemos a palestra do Paulo Schiaveto sobre a importancia da manipulação das proteínas no processo de brassagem e como um mosto limpo contribui para a qualidade da cerveja. NOTA PESSOAL – Preciso fazer a filtração do mosto com mais calma, isso aqui não é uma corrida.

Fechamos a manhã com a palestra do mestre John Palmer sobre como a alcalinidade residual da água pode ajudar ou afetar o resultado da cerveja. Ele descreveu como o pH e a alcalinidade residual podem afetar o resutaldo dependendo da quantidade de grãos torrados na mostura.

A tarde tivemos a palestra da Nicole Erny sobre degustação e avaliação, técnicas de degustação e alguns off flavors. Foi o momento em que todos nos colocamos a beber Bhrama estragada (com diacetyl, vinagre e outro que não me recordo).

E para encerrar o dia, pelo menos para mim, teve a palestra de cerveja e gastronomia com o Ronaldo Rossi da Cervejoteca. Na minha opinião foi uma das melhores palestras do evento todo com muita informação e descontração.

Na 6a feira a noite fomos para a Dama para a festa de confraternização onde o melhor foram as cervejas degustadas que foram levadas por mim, pelo Rodrigo Casarin (parceiro do HopCast!), pelo Fred Ming, mais as que estavam lá sendo servidas (IPA da Cervejaria Nacional, IPA do Lagom, etc.). Tive a Maracugina e Oaked Dr. Piló degustadas pela Nicole, Martin Boan, Roberto Fonseca, John Palmer e recebi elogios e algumas sugestões de todos. No resumo a maioria gostou das cervejas e deu só a sugestão de reduzir um pouco o maracujá e o carvalho na Maracugina e na Dr. Piló espectivamente.

No sábado tivemos o MEGA FESTIVAL com quase 400 pessoas presentes, muito rock’n’roll e muita cerveja boa. Notas positivas para a Pupkin Ale do Alex Mecenas, Morróides e Extreme Rauch do Nunes & Levy, Pale Ale, Oatmeal Stout e Wit com pimenta da Caverna dos Ogros, AIPA do Guilherme deSanti, RIS e AIPA com pimenta do Fred Ming, Mula (AIPA) da Cervejaria Nacional, AIPA do Lagom e mais alguma RIS (acho que foi a Nankin) que me derrubou.

Resumindo o evento como um todo foi 10. Muito bom mesmo.

image

image

image

image

image

image

 image

image