Chopp ou Cerveja?

Esse não é o tipo de texto que costuma escrever aqui no blog mas como é uma pergunta muito comum melhor esclarecer.

Qual a diferença entre o chopp e a cerveja?

Uns dirão que o chopp não é pasteurizado e a cerveja é. Daí vem a segunda pergunta. Existe chopp em garrafa? E aquela cerveja não pasteurizada em garrafa (Coruja Viva, Seasons Green Cow, etc.) é chopp? O barril de 5l de Heineken então é cerveja por ser pasteurizado?

Outros dirão que o chopp é em barril e a cerveja em garrafa mas qual a razão disso?

Várias referências dizem que o termo chopp (ou chope) vem do alemão Schoppen que vem do francês Chopine. Ambas as palavras são unidades de medidas usadas no final do século 19 e início do século vinte para a cerveja vendida em copo nestes dois países.

Antes da adoção do sistema métrico no sul da Alemanha o Schoppen tinha volumes variados, por exemplo:
Baden und der Schweiz 0,375 l
Württemberg 0,459 l
der Pfalz 0,35-0,4 l
Rastatt 2,3l (1615)

Com a adoção do sistema métrico no sul da Alemanha no ano de 1872 o Schoppen foi padronizado como sendo de 0,5l.

Na França a Chopine correspondia, antes da adoção do sistema métrico, a meio Pinta de Paris o equivalente a 476,073 ml.

Por ser uma unidade de medida da cerveja vendida em copos, similar o pint inglês e americano, o Schoppen e depois o chopp foi adotado como uma forma mais simples de se fazer o pedido no bar.

Ou invés de pedir:
– Por favor, um chopp de cerveja.
– Ein Bier Schoppen bitte.
Pede-se:
– Por favor, um chopp.
– Ein Bier bitte.

ou em São Paulo
– Um chopps e dois pastel.

ou em Portugual
– Um fino xifaixfavoire
(não podia perder a piada pronta).

Portanto o fato de ser chopp ou cerveja nada tem a ver com o processo de pasteurização mas com a forma de servir.

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chope
http://de.wikipedia.org/wiki/Schoppen
http://fr.wikipedia.org/wiki/Chopine

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Founders’ day

Embalado com a chegada das Founders Porter e Dirty Bastard enviadas pelo clube Have a Nice Beer resolvi comprar as Founders Dry Hopped Pale Ale e Centennial IPA no Empório Santa Therezinha em Campinas para poder fazer um verdadeiro Founders’ day no último sábado.

Comecei a degustação pela Dry Hopped Pale Ale que, como o próprio nome diz, é uma American Pale Ale com uma generosa dose de lúpulo cascade no dry hopping. Deliciosa no aroma, com um corpo médio para leve. Ótima para tomar em quantidade em um dia quente.

Segui com a Centennial IPA. De novo com uma dose maciça de dry hopping com lúpulo centennial ela é um deleite ao nariz. Ótimo aroma picante, cítrico e floral. Amarga na medida certa para o corpo médio a baixo (65 IBU). Refrescante como a Pale Ale mas com um pouco mais de estrutura e amargor. (NOTA. como eu adoro esse lúpulo).

A terceira foi a Porter com toques acentuados de café e chocolate e um corpo médio. Ótima pedida para dias mais amenos e acompanhando uma bela barra de chocolate amargo, de preferência com mais de 70% de cacau.

A última das Founders foi a Dirty Bastard. Uma scotch ale que já tinha conhecido o ano passado em Michigan que enche a boca com malte, caramelo, corpo e álcool. Perfeita para esquentar a cabeça e o corpo em uma noite fria.

Depois de degustadas as 4 Founders enfiei umas intrusas na degustação. A que veem na foto realmente me surpreendeu, a DAPA da Way pega pesado nos aromas de lúpulo que em nada devem a Centennial IPA.

AIPA #3 (cont.)

Essa cervejinha só está me dando alegrias. Neste final de semana engarrafei 8 garrafas dela para levar a festa de aniversário do meu sobrinho de 1 ano e para o encontro da Acerva Paulista.

Todo mundo que tomou na festa do meu sobrinho adorou, iniciantes e iniciados nas cervejas artesanais. Todo mundo adorou o aroma e sabor de lúpulo cítrico e condimentado.

No encontro da Acerva Paulista fiquei muito feliz em receber elogios de todos os presentes (David, Phil, Rudolf, Guilherme, Alex, Renato e demais que não me recordo). Alguns até comentaram que estava no nível das finalistas do nacional.

Outro comentário muito bom foi sobre a aparência límpida da cerveja. O mais legal é que quando falo sobre o uso da gelatina para isso poucos acreditam que ela pode dar um resultado tão bom.

Acho que no final é preciso pelo menos 3 receitas para acertar hehehe. Cheguei onde queria. Agora é só refaze-la sempre que ficar sedento por lúpulo hehehe.

Segue uma breve descrição de como ficou a cerveja:

Aroma: Cítrico e condimentado dos lúpulos bem aparente.
Aparência: Acobreada, límpida e cristalina. Espuma Branca com boa formação e persistente.
Gosto: Cítrico, condimentado e herbal do lúpulo, dominado pelo cítrico. Leve e sutil maltado no fundo. Percepção de amargor médio a alto sem ser predominante.
Sensação na boca: Corpo leve, média para alta carbonatação.
Impressão geral: Dominada pelo aroma e sabor dos lúpulos. O amargor figura para balancear o gosto dos lúpulos. Corpo leve dá refrescância e ressalta os lúpulos.

Do outro lado do mundo

Neste mês de agosto o blog ficou meio parado pois fiz uma viagem a negócios para a China que durou quase três semanas.

Como bom amante de cervejas não deixei de buscar experimentar as cervejas locais.

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1958 – Cervejaria da cidade de Chongqing. Lager leve, refrescante mas sem sabor algum que se destaque. Com 3,3% ABV.

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Chero – Lager aguada e sem graça com 2,5% ABV.  Se só tiver ela é melhor tomar água com gás.

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Snow – idem a anterior. Tão sem graça que não merece nota.

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Tsingtao – essa é uma das várias lagers feitas pela cervejaria. Essa é a menos pior de todas com um pouco mais de amargor e sabor. 4,3% ABV.

Felizmente, ou infelizmente, no último dia de viagem encontrei um bar que vendia algumas cervejas artesanais importadas (Brew Dog, Brooklyn, Rogue, etc.).

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RESUMO: O mercado chinês é muito fraco para cerveja, dominado por light standard american lagers com ABV de 2 a 3.3% sem gosto marcante.

Aquecimento

Ontem fizemos um aquecimento para o 7o Concurso Nacional das Acervas em casa. Participaram o Edson Piovani, Marcelo Américo, Luciano Savioli, Renata minha esposa e eu.

Ficamos a tarde toda tomando as cervejas que enviamos para o concurso, batendo papo e petiscando.

Tomamos:
– Rotenfuss Bier Witbier (base da Maracugina) – não foi enviada para o concurso
– Rotenfuss Bier Maracugina
– Puckbier Witbier – não foi enviada para o concurso
– Rotenfuss Bier I.R.A.
– Savioli Irish Red Ale
– Savioli American IPA
– Rotenfuss Bier American IPA
– PuckBier Brown Ale
– Savioli Porter (ganhadora do concurso Sorocabano de 2011) – não foi enviada para o concurso
– Puckbier Russian Imperial Stout
– Rotenfuss Bier Dr. Piló RIS (1a leva)
– Rotenfuss Bier Dr. Piló RIS (2a leva) – não foi enviada para o concurso
– Rotenfuss Bier Oaked Dr. Piló RIS – não foi enviada para o concurso

Depois dessa overdose de cerveja caseira de ótima qualidade o Luciano compartilhou duas que ele trouxe na mala da viagem para a Inglaterra:
– Fruit beer que não me lembro o nome…
– Duchese de Borgogne

Como podem ver as cervejas, a comida e a conversa acabaram fazendo com que eu esquecesse de tirar fotos mas só posso dizer que cerveja caseira é isso aí. Boas cervejas e boas amizades.

Das cervejas tomadas acredito que teremos boas chances de trazer pelo menos uma medalha para a região.

E que venha Piracicaba…