Cobertura do concurso – Fuggles Beerblog.com.br

Para aqueles que não viram ainda, o Fuggles (beerblog.com.br) fez uma cobertura grande do que aconteceu no 7o concurso nacional das Acervas.

Tem entrevistas com os campeões das 5 categorias.
Doppelbock e Best of Show – Nunes&Levy
Irish Red Ale – Éverton Estracanholli
Russian Imperial Stout – Sérgio Buzzi
American IPA – Gárgula (Bruno Faria Lopes, Luiz Giglio e Marcelo Sczepanik)
Estilo Livre – Anuar Tarabai

Além das entrevistas o HopCast! 2.0 foi inteiro dedicado ao concurso e logo logo teremos o HopCast! 2.5 com um convidado especial para fechar a cobertura.
 

Finalistas do 7o Concurso Nacional

Saiu a lista de todos os finalistas nas 5 categorias do 7o concurso nacional das Acervas.

Não emplaquei nenhuma das minhas cervejas nas finais. Não tem problema. Agora é esperar as fichas de avaliação e enfiar a cara nos livros e nas panelas.

Finalistas do VII Concurso Nacional das Acervas

Resumo do 7o Concurso Nacional das Acervas

Já falei bastante sobre o que aconteceu neste 7o Concurso portanto resolvi escrever um pouco sobre as palestras e cervejas que gostei.

Como já falei na 5a feira as palestras não me interessaram muito no entanto na 6a feira pude aproveitar bastante.

Começou o dia com uma palestra sobre fermentação, dada pelo PhD. Marcelo Cerdan da Fermentis. Ele ressaltou como as nano cervejarias podem agregar valor aos seus produtos através de cervejas diferenciadas (que não estejam diretamente classificadas em algum estilo do BJCP) e/ou de high gravity (alta densidade e alto teor alcóolico). Além disso reforçou a necessidade do manejo correto da fermentação em cervejas high gravity para o maior atenuação e como o uso de nutrientes (nitrogenados) podem auxiliar neste processo.

Na sequência tivemos a palestra do Paulo Schiaveto sobre a importancia da manipulação das proteínas no processo de brassagem e como um mosto limpo contribui para a qualidade da cerveja. NOTA PESSOAL – Preciso fazer a filtração do mosto com mais calma, isso aqui não é uma corrida.

Fechamos a manhã com a palestra do mestre John Palmer sobre como a alcalinidade residual da água pode ajudar ou afetar o resultado da cerveja. Ele descreveu como o pH e a alcalinidade residual podem afetar o resutaldo dependendo da quantidade de grãos torrados na mostura.

A tarde tivemos a palestra da Nicole Erny sobre degustação e avaliação, técnicas de degustação e alguns off flavors. Foi o momento em que todos nos colocamos a beber Bhrama estragada (com diacetyl, vinagre e outro que não me recordo).

E para encerrar o dia, pelo menos para mim, teve a palestra de cerveja e gastronomia com o Ronaldo Rossi da Cervejoteca. Na minha opinião foi uma das melhores palestras do evento todo com muita informação e descontração.

Na 6a feira a noite fomos para a Dama para a festa de confraternização onde o melhor foram as cervejas degustadas que foram levadas por mim, pelo Rodrigo Casarin (parceiro do HopCast!), pelo Fred Ming, mais as que estavam lá sendo servidas (IPA da Cervejaria Nacional, IPA do Lagom, etc.). Tive a Maracugina e Oaked Dr. Piló degustadas pela Nicole, Martin Boan, Roberto Fonseca, John Palmer e recebi elogios e algumas sugestões de todos. No resumo a maioria gostou das cervejas e deu só a sugestão de reduzir um pouco o maracujá e o carvalho na Maracugina e na Dr. Piló espectivamente.

No sábado tivemos o MEGA FESTIVAL com quase 400 pessoas presentes, muito rock’n’roll e muita cerveja boa. Notas positivas para a Pupkin Ale do Alex Mecenas, Morróides e Extreme Rauch do Nunes & Levy, Pale Ale, Oatmeal Stout e Wit com pimenta da Caverna dos Ogros, AIPA do Guilherme deSanti, RIS e AIPA com pimenta do Fred Ming, Mula (AIPA) da Cervejaria Nacional, AIPA do Lagom e mais alguma RIS (acho que foi a Nankin) que me derrubou.

Resumindo o evento como um todo foi 10. Muito bom mesmo.

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3º dia do concurso

No 3º dia do concurso tivemos um mega festival com muita cerveja caseira e artesanal, comida, rock n roll e a divulgação dos ganhadores do concurso.

Não ganhei medalha, mas ganhei muito elogio nas minhas cervejas e o mais importante, um monte e amigos novos.

Como não mer lembro muito do final da festa seguem algumas fotos do dia.

E o mais importante, O NUNES E A LEVY FORAM OS GRANDES GANHADORES NO ESTILO MAIS DIFÍCIL, O DOPPELBOCK E O BEST OF SHOW. PARABÉNS.

RESULTADOS OFICIAIS DO CONCURSO

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2º dia do concurso

No segundo dia do concurso pode assistir as palestras mais técnicas. Começamos o dia com o tema Fermentação, passando por Proteínas e fechando a manhã com Água.
Todas muito boas.

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A tarde as palestras matam para a FATEC enquanto o salão de eventos do hotel era organizado para a festa de sábado.

Houveram vários atrasos tanto das palestras de manhã como no reinício a tarde, parando por imprevistos com o deslocamento para a FATEC.

A tarde duas palestras ocorram em paralelo, Como montar umas micro cervejaria e Acabando Cervejas, para compensar os atrasos. Gostaria de ter assistido as duas mas acabei optando pela de avaliação de cervejas que foi muito boa por sinal. Na sequência mais uma palestra sobre Cerveja como Elemento Gastronômico. Também ótima.

Acabei optando por não assistir a última palestra e mer preparar para a noite.

A noite foi um capítulo a parte. A festa foi mal organizada aparentemente pela DAMA. Poucas mesas, pouco espaço, ficamos espremidos entre os tanques de fermentação, e pouca comida, só 3 sanduíches sem graça e que nunca vinham quando pedidos. A parte boa da noite foi que só ouvi elogios sobre as cervejas que levei para dividir com os amigos. Até o Palmer elogiou a Oaked Dr. Piló.

Agora é clarear a mente para a festa de premiação.

7º Concurso – 1º dia

Acabamos chegando em Piracicaba um pouco atrasados e perdemos todas as palestras do período da manhã.

Para compensar disparamos para a rua do Porto comer um filhote na chapa. Uma delícia, recomendo a todos que forem a cidade que dêem um pulo por lá para comer o dito peixe.

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A tarde ficamos mais tempo conversando com os amigos, Luciano, Ed, X, Rodrigo, Nicholas, Rudolf, Bernardo… E bebendo as boas cervejas que estavam lá para degustação. Destaque para as caseiras do Guilherme DeSanti e dos Ogros.

A noite a podia foi a festa no Cancian com mais cerveja boa, comida “leve” (torresmo, linguiça, rabada, etc.) e chorinho. Tudo muito bom até agora.

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Hoje (2º dia) teremos palestras do Papa John Palmer e do mestre Paulo Schiaveto.

Em paralelo as cervejas do concurso já estado sendo avaliadas por um time de jurados de primeira, daí o difícil é controlar a ansiedade.

Depois conto um pouco mais do 2o dia.

Festa de 6 anos da Bamberg

No dia 4 de dezembro aconteceu a festa de comemoração dos 6 anos da Bamberg em Votorantin-SP. Pude participar da festa em companhia da minha esposa, do amigo Ernesto e da Lili. A festa foi fenomenal, com boa comida (costela assada no chão), boa música (DJ muito bom) e principalmente boa cerveja com quase todas as cervejas da Bamberg disponíveis nas chopeiras. Destaque para St. Michael 2011 e M3.

A St. Michael 2011 para quem não conhece é uma doppelbock fermentada com levedura de champangne e maturada em barris de carvalho. Tem um perfil mais azedo e amadeirado conferido pela maturação em barris de carvalho. Fenomenal.

A M3, uma english IPA feita para o aniversário de 3 anos do Melograno, tem um perfil mais maltado e amargo e menos aromático. Fácil e tomar e com um ótimo balanço foi a surpresa da festa.

Agora é esperar a festa de 7 anos no ano que vem e preparar a receita da Oatmeal Stout para o III Concurso Paulista.

Para que competir? ou Competitive brewing – Why?

Já falei um pouco sobre concursos de cerveja caseira neste espaço mas acredito que seja um assunto que vale a pena ser explorado um pouco mais.

Quando descobri o universo da cerveja caseira uma das coisas que não sabia era da existencia dos concursos. Antes de descobri-los e de participar do meu primeiro concurso achava que eles eram um despropósito ao movimento cervejeiro. Achava que ao invés de promover a troca de experiências e o intercâmbio saudável entre cervejeiros caseiros, que diga-se de passagem, foram coisas que me atraíram a fazer cerveja em casa, os concursos incentivavam a competição exagerada.

Os concursos na verdade servem para duas coisas. Primeiro, definir qual é a melhor cerveja, ou a que melhor se enquadra no estilo proposto. Segundo fornecer o feedback dos juízes para os cervejeiros.

É esse segundo que considero o maior benefício dos concursos para a cultura cervejeira. Somente com o feedback de avaliadores experientes que o cervejeiro caseiro pode identificar os pontos da sua receita e do seu processo que precisam melhorar.

Vejo nos concursos ferramenta chave para a melhora da qualidade das cervejas caseiras e futuramente das cervejas artesanais brasileiras.

E que venham os próximos concursos.

Estilo livre

Como já foi comunicado um dos estilos do concurso nacional de cervejas caseiras de 2012 será o estilo livre com ingredientes brasileiros.

Mesmo sendo estilo livre existem grandes dificuldades em fazer uma cerveja boa nesta categoria.

Uma coisa que precisa ficar clara é que o estilo 23 do BJCP (Specialty Beer) não é vale tudo. As cervejas inscritas neste estilo devem ser cervejas que não se enquadram em nenhum dos outros estilos do BJCP. Precisam ser variações de algum estilo básico mas com algo de diferente.

“This is explicitly a catch-all category for any beer that does not fit into an existing style category. No beer is ever “out of style” in this category, unless it fits elsewhere.

The category is intended for any type of beer, including the following techniques or ingredients:

•Unusual techniques (e.g., steinbier, ice/eis beers)
•Unusual fermentables (e.g., maple syrup, honey, molasses, sorghum)
•Unusual adjuncts (e.g., oats, rye, buckwheat, potatoes)
•Combinations of other style categories (e.g., India Brown Ale, fruit-and-spice beers, smoked spiced beers)
•Out-of-style variations of existing styles (e.g., low alcohol versions of other styles, extra-hoppy beers, “imperial” strength beers)
•Historical, traditional or indigenous beers (e.g., Louvain Peetermann, Sahti, vatted Porter with Brettanomyces, Colonial Spruce or Juniper beers, Kvass, Grätzer)
•American-style interpretations of European styles (e.g., hoppier, stronger, or ale versions of lagers) or other variants of traditional styles
•Clones of specific commercial beers that aren’t good representations of existing styles
•Any experimental beer that a brewer creates, including any beer that simply does not evaluate well against existing style definitions”

No entanto, segundo o regulamento do concurso, além de se enquadrar nesta descrição a cerveja precisa usar algum ingrediente de origem brasileira (a água não conta). Isto criará uma dificuldade adicional a formulação da receita da cerveja. Não é simplesmente:”Minha cerveja ficou fora do estilo que eu queria então vou inscreve-la no estilo livre.”

Vai ser preciso pesquisar muito a flora e a cultura brasileira para descobrir qual o melhor elemento a ser usado e qual a cerveja base que mais combina com este. Afinal um dos pontos que mais pesam na avaliação deste estilo é o quão harmônica foi a combinação do estilo base de cerveja com o ingrediente especial utilizado.

Assim, ao pesquisar os possíveis ingredientes, é preciso levantar qual o perfil de aroma e sabor destes e qual estilo de cerveja que combina mais com eles. O ingrediente especial também precisa aparecer no resultado final da cerveja. Não é só fazer o priming com um doce qualquer que não aparece no gosto da cerveja e inscrever nesta categoria. O gosto do ingrediente precisa aparecer.

“Aroma: The character of the stated specialty ingredient or nature should be evident in the aroma, but harmonious with the other components (yet not totally overpowering them). Overall the aroma should be a pleasant combination of malt, hops and the featured specialty ingredient or nature as appropriate to the specific type of beer being presented.
(…)

Flavor: As with aroma, the distinctive flavor character associated with the stated specialty nature should be noticeable, and may range in intensity from subtle to aggressive. The marriage of specialty ingredients or nature with the underlying beer should be harmonious, and the specialty character should not seem artificial and/or totally overpowering. Hop bitterness, flavor, malt flavors, alcohol content, and fermentation by-products, such as esters or diacetyl, should be appropriate to the base beer (if declared) and be well-integrated with the distinctive specialty flavors present. Some ingredients may add tartness, sweetness, or other flavor by-products.
(…)”

Outro ponto a se considerar é que, se especificado, a cerveja precisa apresentar todas as características do estilo base. A única excessão é se o ingrediente especial utilizado sobrepor alguma delas.

Minha sugestão é: procure um chef de cozinha que conheça bem ingredientes nacionais, pergunte qual o perfil de sabor deles e use a sua experiência para encontrar o estilo de cerveja que mais combina com este perfil. Ou então saia e experimente tudo o que achar de interessante para depois pensar em qual cerveja melhor combina com o que experimentou.

Mas não caia nas armadilhas, algumas frutas que imaginamos serem nativas do Brasil não são. Por isso pesquise MUITO bem e boa sorte.

Concurso das Acervas 2012

O Concurso das Acervas de 2012 vai ser em Piracicaba, SP, de 7 a 9 de junho de 2012.
Já foram escolhidos os estilos das cervejas participantes:

5C – Doppelbock
13F – Russian Imperial Stout
14A – American IPA
9D – Irish Red Ale
23 – Estilo Livre (obrigatoriedade de uso de algum ingrediente brasileiro)

Mais detalhes no site da ACervA Paulista: http://www.acervapaulista.com.br/

Update (29 de Agosto de 2011):
Resolvi não detalhar os estilo pois já existem várias fontes sobre eles disponíveis na internet e bibliografia. E a idéia aqui não é ficar copiando e colando conteúdo.

Seguem os style guidelines do BJCP para cada um deles:
5C – Doppelbock
13F – Russian Imperial Stout
14A – American IPA
9D – Irish Red Ale
23 – Specialty Beer

Seguem alguns textos do blog do BeerSmith que detalham mais os estilos e técnicas usadas para cada um deles. Como não existe texto ou guia para o Speacialty Beer, incluí dois textos sobre fruit beer.
Brewing Fruit Beers at Home Part 1 of 2
Brewing Fruit Beers at Home Part 2 of 2
Brewing India Pale Ale Recipes IPA Beer Styles
Russian Imperial Stout Recipes
How to Brew Big – Making High Gravity Beers
Irish Red Ale Recipes
Bock and Doppelbock Beer Recipes – Beer Styles

Como acredito que além das fruit beers, teremos spiced beers e mais um monte de maluquice na categoria Estilo Livre, segue abaixo algumas referências sobre uso de temperos e pimentas em cervejas da revista Zymurgy da American Homebrewing Association, assim como artigos úteis na preparação da receita para concursos.
Spicing Up Your Beer
Think Like A Judge
Sensory Analysis: A Beer is What You Make of It
Late Hops: The Secret to Hop Aroma and Flavor
The Green, the Red, and the Spicy
What’s Your IBU?
From Russia With Love: A Homebrewer’s Imperial Odyssey

Uma nota interessante é que me recordando de todas as American IPA que tomei na minha viagem aos EUA e as que já tomei aqui no Brasil percebi uma diferença grande. Acredito que devido ao frescor das cervejas tomadas nos EUA ser maior os aromas e sabores dos lúpulos americanos são muito mais intensos do que a mesma cerveja tomada aqui no Brasil. Por isso vale buscar aromas e sabores do lúpulo bem mais intensos do que os exemplares americanos bebidos aqui no Brasil.

Depois de devorar todo esse material e refletir um pouco sobre meus estilos favoritos me decidi a participar com uma American IPA, uma Estilo Livre com ingrediente brasileiro e se eu me empolgar uma Imperial Stout.

Vou dedicar um post específico para falar sobre o Estilo Livre com ingredientes brasileiros.

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